A violência e a nossa indiferença
A paz de Cristo amados, esta semana quero refletir juntamente com vocês sobre essa questão tão polêmica, porém em muitas das vezes esquecida, chamadaVIOLÊNCIA, e que nos parece em muitos momentos sem solução; fica a impressão que a tendência é só piorar. Então, se não há solução, como diz a voz do povo – “o que não tem remédio, remediado está”- devemos deixar como está? Ignorar os fatos e acontecimentos do nosso cotidiano?
Tenho a plena convicção que não podemos ficar indiferentes a esse mal, que sobrevêm todos os dias à nossa sociedade e não podemos nos conformar com os acontecimentos e o modo de vida desse mundo, levando o ser humano à destruição. Temos que refletir sobre essas questões e buscarmos juntos as soluções, para que tenhamos uma vida boa, agradável e perfeita nesse mundo e não só na eternidade, pois essa é a vontade do nosso criador.
Esta semana li um artigo publicado no jornal O Popular, de Goiás, de autoria do Diretor-Conselheiro Federal da OAB, Miguel Ângelo Cansado, cujo titulo “Indiferença à violência, não!”; fez-me ver, pensar e refletir naquilo que tenho e/ou que temos feito, ou se estamos sendo omissos em relação a esse mal que cresce a cada dia em nosso país, em nosso estado, em nosso município, em nossa cidade, em nosso bairro, em nossa rua e até mesmos em nossa casa.
O autor fala em seu artigo que ao pegar o jornal logo cedo, em uma manhã de segunda-feira, nem precisa abri-lo, tendo em vista que a manchete de capa – “NOVO RECORDE DE HOMICIDIO” – já é o bastante para indigná-lo, assustá-lo, provocando uma vontade demasiada de sair pelas ruas pedindo em alto e bom som, providências imediatas para deter tal crescimento.
Mas estranhou quando olhou ao seu redor e circulando pela cidade, passando em uma cafeteria, e em outros lugares movimentados, em plena segunda feira, não viu ou ouviu a repercussão que esperava, não sentiu nas pessoas a mesma sensação de assombro que circula dentro de si. Tentou falar com outras pessoas aprofundando o assunto, e não conseguiu se quer trazer à reflexão das pessoas que conversou. Sentiu que as nossas ações, diante da violência, são mais de apatia do que de indignação e revolta. Percebeu que outros temas eram mais convidativos e dominavam o interesse geral.
Diante desse cenário indagou-se, será que estou errado em querer pensar em quais soluções e quais atitudes devemos tomar? Será que exagerei em minha inquietação? Afinal, saber que não só em sua cidade (Goiânia), mas em todo o nosso País, os índices de violência atingem números iraquianos de uma guerra cruel e silenciosa, cujas vitimas são em sua grande maioria jovens, parece não ter grande importância para as pessoas diante da crise econômica mundial ou dos resultados do campeonato de futebol brasileiro do ultimo fim de semana.
Segundo o Dr. Miguel Ângelo, as desigualdades sociais, tráfico de drogas e seus intermináveis acertos de conta, são, conforme temos visto nos noticiários, as causas principais dessa escalada cada vez mais crescente. A reportagem dizia que “tráfico e uso de drogas, presentes em todos os bairros e diferentes classes sociais, são os principais motivadores dos assassinatos”, conforme afirma a própria Policia Militar.
A Constituição Federal que regula a nossa vida em sociedade é tão pródiga em direitos e garantias, logo em seu preâmbulo, discorre sobre a instituição de um Estado democrático, com o dever de assegurar a todos o direito a liberdade, a segurança e a harmonia social. Porém, as estatísticas demonstram claramente que não é isso que acontece realmente.
O autor é levado a concluir que este Estado, pensado pelos nossos legisladores, é um ideal inatingível, um sonho que não pode se tornar realidade. Se o seu time ganhou ou perdeu no fim de semana; se o dólar dispara em desembalada carreira; isso é mais importante, pois a maioria de nós ainda não foi atingida pela dor da perda. Essa indiferença nos faz insensíveis à violência.
O autor diz não querer ser pueril ou leviano em suas indagações, e tem o sentimento e a esperança que há de surgir caminhos a serem trilhados para combater esta situação. Destaca ainda uma frase de Rui Barbosa “a violência gera violência”, e termina seu artigo indagando: até quando iremos ficar observando essa “mãe” violência, às portas desta maternidade que se instaurou em nossas cidades, gerar novos e indesejados números?
Ao ler esse artigo, veio a minha memória um texto bíblico por demais conhecido em Romanos 12:2 “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.
Indago se temos feito e cobrado dos nossos governantes e legisladores; dos nossos magistrados; dos nossos amigos e irmãos; das pessoas que nos cercam em nosso cotidiano, seja no trabalho, na condução, na escola/faculdade, em nosso lar, dos nossos vizinhos, uma transformação de pensamento e o não conformismo com a violência que está ao nosso derredor querendo nos tragar?
A palavra de Deus diz em II Crônicas 7:14 “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”. Não só como homens e mulheres de Deus; como seres humanos não podemos nos conformar com a violência desse mundo, que leva a degradação do ser humano. Mas, com a renovação do pensamento e da esperança em todas as manhãs, devemos tomar a atitude de mudar os números e os acontecimentos gerados pela violência.
A paz de Cristo seja convosco e até o próximo tema. Que Deus nos abençoe.
Dr. Josué S.Sobrinho
Advogado Especialista em Direito de Família e do Trabalho







terça-feira, abril 03, 2012
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